
O Sol estava no fim, bem no fim do mundo, vermelho e calmo, à leste de mim. De qualquer parte de mim ou no começo...
COMEÇANDO...
E eu assim numa estrada, partícula do pó, só e mais ninguém, vendo coisas que li ou que conheci e sem saudade e nem nada pois nada deixei e nem esqueci (quem sabe um dia tudo o que se poderá sentir?)...
Chuto um maço de cigarros amassado na calçada de uma cidade do interior onde te vi no frio das manhãs de inverno de 98 ou 99, não sei...milhares assim por cidades.
E não paro em esquinas e isso me resolve, é onde aquele maço de Hollywood sem filtro jogado por décadas está que eu quero que alguém vá pois fico sem me esconder, sem medo, sem nada...sendo só mais um pouco que à noite passada do álcool abusou...
Hoje ouço música e ainda penso em trabalhar, o tempo todo é assim: a tratar negócio nenhum (não sou o dono do bar), andando em lugares distantes, passando por gente nas ruas que a gente olha com o braço e roça no olhar...
Descobrir e conversar, fazer dinheiro, viajar, ter sucesso e se cuidar, parar de beber e de fumar...um plano para os próximos anos, respirar, ser um povo bonito...
Aí meu povo, aí camaradas, to sempre por aí, to aqui de novo, to no ar...aqui é a
Rádio Livre e independente do que se vai cantar se diz: tá legal, tá legal, dou a maior força mais não vai sacanear...
Mas às vezes lembro de um papo que sempre se ouve por aí: "
Tchê, por que tu estás aqui? Essa cidade não dá..."
Dá pra rir, me sinto aqui como quem vem de outro lugar, mas não me tenta...
Não inventa que eu vou e fico a dispor do vento e do Sol que agora se levanta e me sugere dormir, pois tenho que começar de novo, começar de novo, ir, não dá pra sacar...
Como um falso jovem e bonito na noite de uma época de todas que andam por mim onde sou o fantasma, o que anda, o espírito a vagar e talvez você amanhã...mas o Sol e essa trilha sonora...
THE END, É O FIM...
Sim, sim, sim, é melhor dormir agora e descançar...
Ouvindo: Spoke in the wheel - Black label Society